sexta-feira, 25 de julho de 2008

abismos do adeus

Abismos de mim onde encontro todos os escuros e me faltam todos os sentidos. Abismos tão profundos deixados pelas ondas do 'de repente' que vêm e mudam tudo, deixando um novo incerto, meio vazio na almacoração que descansava tranqüila balançando em sua rede tão bem trançada. De repente tudo branco... folha de papel esperando o primeiro risco da primeira letra da próxima palavra da nova história de minha vida. Soa mais uma vez o silencioso canto do tempo: tudo passa... nesse eternoinfinito vai e vem. E a única escolha: deixar a onda levar, o trem partir, o dia dormir, o tempo passar. Tempo... engraçado esse tal sujeito... tão amigo dos abismos do desconhecido... do adeus. Vai! Segue! Toma teu percurso, que eu ajoelho e, lágrimas correndo, rezo o terço do desapego.

domingo, 20 de julho de 2008


Foto: Cadu Cinelli
g
cada um olha pr'um lado
mas bem juntinhos
p'ra aquecer o desencontro

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Nenhum

Nenhum lamento e nenhum minuto de tristeza
Sou mais forte do que essa correnteza

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Prato insosso

Receita que ninguém quer preparar é o prato insosso de um dia comum que se vai engolindo à colheradas. Mas a iguaria do dia comum certamente faz seus milagres. No meio de seus dissabores percebemos um lado irremediável da mais crua realidade e, obviamente, digerimos as mais comuns verdades: talvez a paixão seja mesmo uma invensão, passamos muitas horas alimentando ilusão, o filet à parmegiana do Beirute não vale um tostão...