sábado, 17 de abril de 2010

Unidiverso

Reverencio tudo o que é natural. Inebrio-me da aventura de descobrir novos perfumes e tons nas matas do cerrado. Bichos escondem-se, disfarçam-se ou reluzem. Bicho-pau e vagalume. Canto e silêncio. Sons de paz, sons de assombro. Tudo é generosidade infinita, é alimento, é remédio. Tudo transborda beleza na infinidade de texturas, traços e arranjos geométricos. Caos, harmonia, sincronicidade, ritual, construção, desconstrução, renovação. Chuva fina, tempestade. E tudo me remete à Mãe. Mãe que nos dá esse colo da terra, esse berço das águas, esse afago do vento. Para descanso do calor, o frescor da sombra. Para passagem do tempo, o percurso circular, as fases da lua. Sinto vertigem quando penso no espaço, na infinitude do universo, na distância dos astros. Eu grão, eu lapso, eu átomo. Tudo é mistério. Pulsação. Pó de estrela. Pó da terra que empoera meus pés. Eu todo, eu galáxia, eu sem fim cá dentro de mim.

 

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