terça-feira, 23 de novembro de 2010

Intitulável

Acolho amorosamente minha dor, acalento minha saudade e amparo-me no céu, esse berço infinito onde deito meu olhar em respiração profunda. 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mãedade

Saudade de mãe. Daquela mãe que sempre imaginei. Aquela mãe em cujo colo eu tivesse certeza que poderia colher as palavras certas. Onde eu pudesse me deitar e só respirar, sem ter que provar nada. Onde eu fosse bonita apenas por existir. Onde não houvesse razões, motivos ou explicações a dar ou a receber. Onde existir fosse o bastante para ser feliz.