quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Espera

Esperei-te para arrumar nossa casinha 
e montarmos a árvore de natal. 
Esperei-te ver em mim uma possibilidade iluminada. 
De espera, mais de três mil dias se passaram.
Será que haverá tempo para tirar a poeira de nossa vida?



terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sorte é ter um poeta por perto

Hoje no café da manhã comi de sua poesia e bebi de minhas lágrimas. Fui lendo e pensando, pensando e lendo. Nas palavras de seu mar, mergulho, fui sentindo e sentindo, chorando e lendo. Pura lembrança que sou, vi meus olhos pra dentro mirando tudo o que é saudade, mistura do que me passou com o bonito que ainda não vi. Me explico: é que sonho com belezas. Mas não é sonho não - sua poesia me contou. Sorte é ter um poeta por perto.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Com sol e sem ensaio

Sabe aqueles dias em que a gente não quer ensaiar a palavra certa. Melhor se todos os dias fossem assim. Ensaiar é perder a espontaneidade - jeito de ser sem ensaio. Espontaneidade pede coragem pra gente ser assim, nem demais nem de menos, simplesmente a gente, bonito e feio ao mesmo tempo. É seguir o coração, é quebrar as regras para não medir o riso - entrega ao que se é. 

Sei não, pra mim gente bonita é gente espontânea. Nunca fui muito boa nessas coisas de  não ser quem sou. O que sinto salta de mim pela boca, pelos olhos e pelo corpo. E se tento disfarçar, adoeço da alma.

Já te aconteceu adoecer da alma? Passou por aquele sintoma de seguir as normas sociais mais que seu coração? É... dá em gente. E como sou gente, deu em mim. E digo com experiência de causa: é de doer. É um corte na auto-confiança e demora para cicatrizar. E tem mais: deixa marca. Daquelas que não há o que apague.

Mas sabe, se a gente pensar bem, não é o caso de apagar não. Bom é deixar a cicatriz banhar-se ao sol. Esse é o melhor tratamento. Durante a aplicação é indicado que se respire, respire e respire. Deixe o sol entrar por todos os poros para aquecer a alma. Assim ela vai se curando. E a marca de repente é acolhida como parte da gente, aquele sinal que nos faz diferente.