terça-feira, 28 de junho de 2011

A gratidão à vida amplia as dimensões do dia, estica o fio das horas. A neblina deitada sobre o lago é também a bruma que abraça a manhã. Eu olhando tudo sou também tudo olhando eu.
Toda alegria é de ser fiel à borboleta azul que habita em mim.
Que fazer com essas coloridas caixinhas de surpresa que guardo no peito? Desembrulho e brinco?

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dança de liberdade

Uma libélula pousou em mim. Seu vôo era uma dança de liberdade e eu a admirei assim. Eu não a pedi que escolhesse meu corpo para seu pouso embora me sentisse muito honrada com sua visita. Suas cores me alegraram de todas as formas e sei que meus olhos brilharam em sua presença. Dei-lhe meu sorriso, dei-lhe minha inspiração e minha expiração. Dei-lhe ainda algo pequeno e delicado: a humilde vontade de expressar sempre a verdade nos gestos. Então, depois de experimentar a graça de dar, escolhi receber - de mim mesma - a graça de aprender a amar o pouso e o vôo e a não desejar para a libélula nada além do que ela desejar à si mesma. 

terça-feira, 14 de junho de 2011

"Tu não podes trilhar um caminho sem ser tu mesmo o caminho". (Buda)

sábado, 11 de junho de 2011

Conversa de beira de rio

Tarde morna.
- O que o outro lado do rio tem a nos dizer?
- O que você diria sobre o que o outro lado do rio tem a nos dizer?
- Agora você entrou dentro de mim.

sábado, 4 de junho de 2011

Cada passo uma tarde para sentir meu recomeço. Mais um por do sol que adormeço para acordar em outro lugar desconhecido. Saberei dar a mão àquela que dentro de mim conhece o caminho?