segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dança de liberdade

Uma libélula pousou em mim. Seu vôo era uma dança de liberdade e eu a admirei assim. Eu não a pedi que escolhesse meu corpo para seu pouso embora me sentisse muito honrada com sua visita. Suas cores me alegraram de todas as formas e sei que meus olhos brilharam em sua presença. Dei-lhe meu sorriso, dei-lhe minha inspiração e minha expiração. Dei-lhe ainda algo pequeno e delicado: a humilde vontade de expressar sempre a verdade nos gestos. Então, depois de experimentar a graça de dar, escolhi receber - de mim mesma - a graça de aprender a amar o pouso e o vôo e a não desejar para a libélula nada além do que ela desejar à si mesma. 

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